Regressamos em ritmo vertiginoso para almoçar numa mesa corrida. O grupo de turistas interage pouco. Aqui e ali um sorriso acabrunhado ou um pedido para passar o molho de soja. No início da digestão, deambula-se pelo complexo labiríntico dos templos que compõem o Perfume Pagoda. Um grito humano ecoa pelo ar. Persigo o som até encontrar um monge vetusto, de barba longa e branca, a encaminhar-se dolorosamente para o interior de uma habitação. O guia há-de dizer-me que o homem avistado é dos religiosos mais considerados do Vietname. Vive no Perfume Pagoda. Talvez ele me tenha perdoado pela ausência de gorjeta à remadora no final do percurso. Ela não. Vociferou numa língua desconhecida aos quatro turistas que saíram cabisbaixos do barco, sem moedas no bolso para aplacar aquela ira.
segunda-feira, 19 de outubro de 2009
PERFUME DE FÉ
Regressamos em ritmo vertiginoso para almoçar numa mesa corrida. O grupo de turistas interage pouco. Aqui e ali um sorriso acabrunhado ou um pedido para passar o molho de soja. No início da digestão, deambula-se pelo complexo labiríntico dos templos que compõem o Perfume Pagoda. Um grito humano ecoa pelo ar. Persigo o som até encontrar um monge vetusto, de barba longa e branca, a encaminhar-se dolorosamente para o interior de uma habitação. O guia há-de dizer-me que o homem avistado é dos religiosos mais considerados do Vietname. Vive no Perfume Pagoda. Talvez ele me tenha perdoado pela ausência de gorjeta à remadora no final do percurso. Ela não. Vociferou numa língua desconhecida aos quatro turistas que saíram cabisbaixos do barco, sem moedas no bolso para aplacar aquela ira.
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